O que visitar em Guimarães
O centro histórico é Património Mundial da UNESCO. Estes são os sítios a não perder — com a história de cada um, horários e como lá chegar.
Monumento
Castelo de Guimarães
Castelo medieval mandado erguer no século X pela Condessa Mumadona Dias para defender o mosteiro de ataques normandos e muçulmanos. É considerado o principal símbolo da fundação de Portugal, conhecido como o local "onde nasceu a nacionalidade". Tem planta poligonal com sete torreões e uma torre de menagem central com cerca de 27 metros de altura.
Paço dos Duques de Bragança
Palácio senhorial construído entre 1420 e 1433 para D. Afonso, 1.º Duque de Bragança. Classificado como Monumento Nacional desde 1910, é hoje um dos museus mais visitados de Portugal, exibindo coleções de tapeçaria, mobiliário, pintura, escultura e armas dos séculos XVII e XVIII. Integra também uma ala usada como residência oficial da Presidência da República.
Muralhas de Guimarães
Vestígios da antiga cerca urbana medieval de Guimarães, visíveis sobretudo junto ao Largo Navarros de Andrade, no centro histórico classificado Património Mundial da UNESCO.
Padrão do Salado
Padrão comemorativo erguido junto à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, no Largo da Oliveira, em memória da vitória na Batalha do Salado (1340), em que D. Afonso IV participou com o apoio de tropas vimaranenses. Imóvel de Interesse Público, está integrado na área classificada do Centro Histórico de Guimarães.
Monumento/Edifício
Museu
Museu Alberto Sampaio
Museu instalado em parte do antigo Mosteiro de Nossa Senhora da Oliveira, com um valioso espólio de arte sacra, ourivesaria, escultura e talha, incluindo peças provenientes do extinto Convento de Santa Clara. O bilhete combinado permite também a visita ao Paço dos Duques e ao Castelo de Guimarães.
Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento
Um dos museus arqueológicos mais antigos de Portugal, inaugurado em 1885 para albergar as escavações do arqueólogo Francisco Martins Sarmento (1833-1899) na Citânia de Briteiros e no Castro de Sabroso. É instalado no claustro gótico do século XIV da antiga igreja de São Domingos e é a principal referência em Portugal sobre a Cultura Castreja.
Casa da Memória de Guimarães
Centro de interpretação instalado na antiga fábrica de plásticos Pátria, dedicado a preservar e divulgar a história e a cultura de Guimarães através da exposição permanente "Território e Comunidade", que percorre da Pré-história à industrialização do Vale do Ave.
Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG)
Centro de arte contemporânea instalado no antigo Mercado Municipal, inaugurado para acolher o espólio do artista José de Guimarães e exposições temporárias de arte moderna, contemporânea e arqueológica em diálogo com arte de diferentes culturas do mundo.
Edifício Religioso
Igreja de São Gualter
Também conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos, é um templo do século XVIII da autoria do arquiteto André Soares, com torres gémeas do século XIX. Conhecida localmente como "Igreja de S. Gualter", está ligada às Festas Gualterianas, celebradas anualmente no primeiro domingo de agosto.
Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Antiga Colegiada situada no Largo da Oliveira, um dos espaços mais emblemáticos do centro histórico de Guimarães, classificado Património Mundial da UNESCO. A igreja está associada à tradição da Batalha do Salado (1340), de onde recebeu uma cruz de prata em agradecimento. O conjunto inclui ainda o Padrão do Salado, erguido junto à sua fachada.
Igreja de São Francisco
Igreja que fez parte do antigo Convento de São Francisco, concedido por D. João I em 1400. O interior, remodelado no século XVIII, apresenta uma rica decoração de talha dourada e azulejaria que transformou o sóbrio templo franciscano numa igreja de gosto barroco. Numa das capelas encontram-se os restos mortais de S. Gualter, um dos primeiros franciscanos evangelizadores da região.
Igreja de São Miguel do Castelo
Pequena igreja românica do início do século XIII, situada junto ao Castelo de Guimarães. Está tradicionalmente associada ao batismo de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, embora a tradição seja contestada por o templo datar de época posterior ao seu nascimento. Integra o conjunto de monumentos nacionais do Monte Latito, a par do Castelo e do Paço dos Duques.
Igreja da Misericórdia
Igreja do século XVI situada na Rua da Rainha Dona Maria II, junto ao Largo da Misericórdia. O interior, de nave única, apresenta abóbada de berço forrada a estuque, retábulo-mor do final do século XVIII, púlpito de 1781 e caixa de órgão ibérico.
Igreja de São Pedro
Igreja situada junto ao Largo do Toural, uma das principais praças do centro histórico de Guimarães. Integra o conjunto de edifícios religiosos classificados da cidade.
Igreja de São Dâmaso
Igreja cuja construção se iniciou na primeira metade do século XVII e terminou apenas no século seguinte, tendo sido deslocada para junto do Castelo em 1960 por motivo de obras urbanísticas. A capela-mor possui um notável retábulo em talha dourada, obra do entalhador vimaranense Pedro Coelho, e o interior é decorado com azulejos historiados do século XVIII que narram episódios da vida do Papa S. Dâmaso.
Igreja e Convento de Santo António dos Capuchos
Antigo convento capucho situado junto ao Castelo de Guimarães, na zona do Monte Latito.
Santuário da Penha
Santuário dedicado a Nossa Senhora do Carmo, situado no ponto mais alto do Monte da Penha (cerca de 617 m), com vista panorâmica sobre Guimarães. É acessível pelo Teleférico de Guimarães e é um dos destinos de peregrinação e lazer mais procurados da região.
Zona de interesse
Teleférico de Guimarães
Ligação por teleférico entre o centro da cidade e o Monte da Penha, operada pela Turipenha, oferecendo vistas panorâmicas sobre Guimarães durante o percurso. É um dos acessos mais populares ao Santuário da Penha e à área natural envolvente.
Zona de Couros
Antigo núcleo da indústria de curtumes de Guimarães, ativa desde a Idade Média até 2005, classificada como Imóvel de Interesse Público em 1977 — a primeira iniciativa legislativa deste tipo em Portugal para arqueologia industrial. Integra o Centro Histórico de Guimarães e Zona de Couros, Património Mundial da UNESCO, preservando tanques de curtimenta, secadouros de madeira e antigas fábricas reabilitadas, hoje ocupadas pela Pousada da Juventude, o Centro de Ciência Viva "Curtir Ciência" e polos da Universidade do Minho.
Jardim
Parque da Cidade
Parque urbano de Guimarães, localizado na zona de Costa/Mesão Frio, integrado na rede de espaços verdes do município junto à área envolvente do Monte da Penha.
Horta Pedagógica e Social de Guimarães
Espaço municipal de agricultura urbana e pedagógica, localizado na Veiga de Creixomil, com cerca de 3 hectares de campos agrícolas distribuídos por talhões. Promove atividades de educação ambiental, compostagem e contacto direto da população com a produção agrícola.
Complexo Desportivo
Complexo Desportivo do Vitória Sport Clube
Instalações de treino e formação do Vitória Sport Clube, situadas na Rua Antero de Quental, na freguesia da Costa.
Multiusos de Guimarães
Pavilhão multiusos inaugurado em 17 de novembro de 2001, integrado na Cidade Desportiva de Guimarães, com capacidade para cerca de 10.000 pessoas em pé. Acolhe eventos desportivos, concertos e espetáculos de grande dimensão.
Edifício/Zona de interesse
Universidade do Minho — Campus de Azurém
Um dos dois campi da Universidade do Minho, fundada em 1973, concentrando sobretudo as áreas de engenharia e arquitetura. O campus situa-se na freguesia de Azurém, a norte do centro histórico de Guimarães.
CAE – Centro de Artes e Espetáculos de São Mamede
Antigo cinema convertido em centro cultural dedicado a artes performativas — teatro, dança e música —, situado na Rua Doutor José Sampaio, no centro de Guimarães.